Feng Shui ontem e hoje

Os primeiros vestígios do Feng Shui remontam de 4.000 a.C. e foram encontrados na província de Henan na China. Nesta época, a sociedade era basicamente agrícola e tomava suas decisões observando a natureza. Era ela que dizia o momento de plantar, de colher e onde estabelecer moradia. Por isso, acreditavam que deveriam seguir na Terra o que acontecia no céu.

A tradução literal de Feng Shui é vento e água. O vento dissipa a energia enquanto a água capta a energia. Os principais objetivos do Feng Shui são promover a boa circulação do Chi (energia que proporciona a existência de todas as coisas no universo), e com isso elevar a vibração do ambiente.

De acordo com a lei de atração, um ambiente com vibração elevada, atrai situações, pessoas e coisas de mesmo nível vibratório: elevado. Por outro lado, ambientes de baixa vibração atraem desequilíbrios em diversos campos pessoais pelo mesmo princípio acima citado!

As escolas tradicionais chinesas são as Escolas da Forma e da Bússola. Diversas outras escolas foram criadas na tentativa de difundir, no ocidente, essa prática milenar. Porém, muitas delas eliminaram a observação da natureza e do entorno, a fim de “simplificar” o método. Dispensaram, por exemplo, os pontos cardeais, tão fundamentais! Passaram a tratar construções que se voltam para o leste da mesma forma das que se voltam para o oeste. Com isso, uma técnica que nasceu da observação da natureza se distanciou bastante de suas origens, descaracterizando-se.

Um fator importante a considerar na natureza, e por isso na análise de Feng Shui, é o espelhamento dos hemisférios. Temos as estações climáticas invertidas. Enquanto no Hemisfério Norte temos verão, aqui, no Hemisfério Sul temos inverno, e vice-versa. Demais, as orientações dos ventos e das correntes marítimas giram em sentido horário no Hemisfério Norte e anti-horário no Hemisfério Sul, sugerindo uma reformulação na maneira de aferir.

Em uma análise avançada, devemos levar em consideração ainda, as datas de nascimento dos moradores. Não basta harmonizarmos um ambiente por si só. É necessário harmonizá-los com os usuários. Pois, a interação ambiente/usuário norteia toda e qualquer proposta de intervenção. Percebe-se, então, o casamento inevitável com a Astrologia Chinesa, já que é através desta, que conseguimos elucidar a energia individual e peculiar de cada ser-humano. Ela nos mostra que não podemos tratar pessoas de forma padronizada. Portanto, torna-se imprescindível o levantamento de dados tais como o local de nascimento do cliente. Um cliente nascido em dezembro no Hemisfério Norte (inverno), certamente terá características diferentes de uma pessoa nascida em dezembro no Hemisfério Sul (verão)!

O Feng Shui consiste, então, em organizar os espaços dispondo móveis e objetos de forma a potencializar os aspectos favoráveis e neutralizar os desfavoráveis, levando sempre em consideração os habitantes. Para isso, são utilizados recursos como cores, cristais, fontes e plantas, dentre outros objetos. Mas precisamos verificar se as curas propostas refletem a cultura do usuário, pois, um objeto “estranho” certamente criará desarmonia.

Apesar da pouca divulgação de técnicas mais avançadas dentro da Escola da Bússola, o Feng Shui preocupa-se também em escolher um local mais adequado para uma família residir ou para abrir um negócio; em escolher datas favoráveis para um evento; em calcular as melhores direções para se colocar a cabeceira de cama, a escrivaninha, etc. Essas técnicas são conhecidas como Ba zhai, Xuan Kong Da Guá e Minguá.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial